AMSTERDAM: ENTRE BOLSAS & CANAIS

September 20, 2009

 

Estava muito ansiosa para conhecer Amsterdam, a cidade é pequena e linda! O ideal para conhecer é caminhar (All Star always!) e claro, fazer o passeio pelos canais.

 

Então a primeira coisa que fiz quando cheguei na cidade foi o passeio pelo canal. Cheguei cedo e quase não tinha fila. Foi bem legal porque dá a noção de como é a cidade, já que é considerada a "Veneza do Norte", então conhecer os canais seria o equivalente a conhecer as "ruas" da cidade. Existem vários barcos ao longo dos canais que são como moradias, eles são lindos e super decorados.

 

Eu quase sempre viajo sozinha e quase sempre me perco, isso é automático. Eu decido que vou a algum lugar específico, olho no mapa, pergunto na rua, mas sempre estou perdida em algum lugar que não estava no roteiro hehehe... só que depois vejo o quanto esses lapsos são interessantes porque acabo descobrindo coisas que não estão nos guias, e quase sempre converso com algum morador que dá alguma dica legal, esses momentos tornam minhas experiências no local mais interessantes. Em um bairro que não lembro qual era ví um prédio criativamente pintado com flores nas portas e no interior tinha uma caixa de correio que seria simples e cinzenta, mas algum morador fez esse patchwork e deu vida à caixa!

 Barco casa mega florido, patchwork na caixa de correio  e eu num momento de ócio!

 

A cidade é cheia de museus, os mais famosos e visitados são o Rijksmuseum, Van Gogh Museum e a casa de Anne Franck, mas tem um museu que é pouco comentado nos guias que é o Tassenmuseum Hendrikje - O Museu de Bolsas e Carteiras de Amsterdam.

 

Esse museu exibe a história das bolsas que vai da alta Idade Média até o presente, seria o equivalente há 500 anos de bolsas. Há uma infinidade delas, desde as de designers famosos, Chanel, YSL, Dior, Viktor & Rolf (prata da casa!)... até bolsas menos conhecidas mas com detalhes peculiares, formatos e materiais inusitados!

 

Bolsa em couro masculina do século XVI, bolsa feminina em veludo, século XVII, e a famosa réticule do século XIX, feita em seda com bordado | Créditos:Tassenmuseum Hendrikje

 

A minha seção favorita foi a que abrange o século XVI e XVIII, já que sou apaixonada por indumentária e história da moda. Nos painéis contavam as histórias e o contexto do uso ao longo dos tempos. Historicamente as bolsas não era exclusividade das mulheres, os homens utilizavam pois não tinham bolsos nas roupas, então faziam o uso de bolsas para guardar seus pertences e moedas.

"The minaudière" com cristais de YSL, Bolsa de mão com penas aplicadas, de Alexander McQueen e clutch Bottega Veneta Créditos:Tassenmuseum Hendrikje

 

A parte de bolsas contemporâneas deixariam qualquer pessoa viciada em "it bags" enlouquecida. Sorte a minha que não é o meu caso (se eu pudesse faria o estilo Carine Roitfeld sem bolsa, mas infelizmente não possuo um chauffeur e tampouco sou editora da Vogue hehehe!). Os modelos variavam, tinha bowling, bolsa sacola, transversal, clutch...

 

Ao final da visita conversei um pouco com o pessoal da recepção e eram super atenciosos e me contaram algumas curiosidades do museu, que nasceu a partir da coleção pessoal de Hendrikje Ivo.

 

Ficou com vontade de conhecer ? Segue um video mostrando o interior do museu!

 

 

 

 

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