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PROCESSO CRIATIVO E AS SINCRONICIDADES



Os astros já vinham prevendo que o ano de 2024 seria um tanto quanto turbulento e particularmente na minha vida vem sendo assim. Têm acontecido coisas incríveis que eu compartilho publicamente e outras bem desastrosas que acabo não compartilhando com vocês, mas que venho aprendendo com certas situações que pretendo muito compartilhar. Esses aprendizados têm a ver com a intuição. 


Quando começamos a estudar o processo criativo e a entender como trabalhar de forma intuitiva, trazemos esses aprendizados para vida.


Estou trabalhando com essa temática e o assunto tem vindo até mim de diversas formas e a mais interessante que eu queria compartilhar aqui é a de um livro que acabei de ler ontem.


Como o mês de maio foi conturbado por uma série de episódios, eu queria aproveitar o feriado e mergulhar em um livro e esquecer da vida. Já contei aqui que os livros me ajudam nesse sentido e dependendo do tema é como uma viagem que faço e que esqueço de tudo por uns bons dias. 


Aproveitei a véspera do feriado e peguei no Kindle uma indicação da atendente da livraria e baixei "a Empregada".

O livro é daqueles que não descansamos até terminar e em menos de 24 horas já tinha terminado o livro. Obviamente fiquei com ressaca literária e fui para a segunda indicação: Verity de Colleen Hoover.


Fiquei positivamente surpreendida pela reviravolta que aconteceu no primeiro livro e fiquei esperando que Verity fosse similar, mas não. Porém tinha algo que me prendia no livro e situações externas também, como o fato do Alisson começar a ter fortes dores que o levaram para o hospital (descobrimos que era pedras nos rins)... e nessa espera no hospital, eu já estava com o Kindle ao lado e a médica que atendeu ela veio empolgada perguntando pelo livro, pois além de Verity, Colleen Hoover tem alguns best sellers e está viralizando principalmente no tik tok.


Porém, Verity foi interessante do ponto de vista criativo e aqui vou fazer uma introdução teórica sobre o tema criatividade, pois dos inúmeros cursos, livros e materiais que consumi sobre o tema, acho que 1% era sobre moda. 


E isso porque a criatividade é sobre resolução de problemas, treinamos nossa mente para ser criativa e buscar respostas diferentes sobre os problemas que nos são apresentados.  Pensar criativamente é um hábito que vamos desenvolvendo ao ter contato com técnicas criativas. 


Sendo assim, no livro a personagem principal precisava terminar o trabalho que havia sido começado por outra escritora, então ela precisava entender como era o processo criativo da escritora, que no caso era a Verity, porém não tinha como consultá-la. Todo o trabalho deveria ser feito por meio de pesquisa na escrita publicada, manuscritos e arquivos pessoais. Além disso a autora também precisava buscar meios de trabalhar a sua própria criatividade.


Poderia discorrer sobre vários aspectos aqui, mas o que mais me marcou nisso tudo foi da sincronicidade do tema que estou envolvida e que o universo acaba trazendo.


Eu não queria entrar em misticismos, mesmo que particularmente acredite. Mas o processo criativo tem um pouco desse ar mistico, de contato com o universo e fluidez. Quando entrei em contato com esses estudos ainda jovem não dava muita atenção ao aspecto mistico, mas com o tempo, experiências, leituras e conversas fui entendendo que tudo está conectado.


Jung fala sobre as sincronicidades e embora eu tenha tido um contato superficial com a sua obra, acredito que tudo está conectado e que quando vamos conhecendo essas ferramentas somos beneficiados em várias áreas da vida.


A criatividade tem me ajudado na minha intuição também, justamente por esse acesso as sincronicidades e por um pensamento considerado fora da caixa, que precisei aprender a desenvolver devido à minha profissão. 


Quando compreendemos como as ideias se desenvolvem na nossa cabeça, como nos abastecemos de referências e como tudo isso vira uma grande salada na nossa mente, ficamos confortáveis com o processo, sem aquela angústia de consumir algo de imediato e esperar que aquilo se transforme em inspiração imediata. 


Vamos entendendo o tempo que cada experiência leva até se tornar inspiração para algo e aí também entendemos que tudo pode de fato virar uma inspiração e não somente a viagem para o outro lado do mundo, mas a visita na casa da tia-avó, quando nos esbarramos com um lencinho vintage bordado a mão.


Também ficamos mais atentos com aquela voz interior que dá sinais e ignoramos. Quantas vezes você já não se arrependeu de não ter dado atenção a ela? Por sorte, ou melhor, por necessidade e angústia por estar sempre em busca de respostas criativas, aprendi a escutá-la. E hoje aprendi a respeitá-la, no sentido de não precisar de maiores comprovações quando não me sinto confortável com alguma situação ou com alguma pessoa que acabei de conhecer. Ah, no livro "A empregada" foi um aspecto marcante e que me chamou a atenção.


O que você acha sobre tudo isso? Sabia que a intuição está diretamente ligada com o nosso processo criativo? Fez sentido para você?


E como hoje eu vim inspirada querendo dividir esse tema, que tal continuarmos nos stories? Te espero lá! 




1 Comment


Sua abordagem é bem interessante. Eu consigo observar o mundo e voltar para dentro de mim num momento reflexivo onde /quando posso mudar algo, fazer diferente, refazer e até criar.

Criatividade é um desafio.

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