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UM OUTRO OLHAR SOBRE A SUSTENTABILIDADE NA MODA



Recentemente, comecei a falar sobre sustentabilidade no meu Instagram e fiz uma enquete para entender como meus seguidores se veem nesse tema. Para minha surpresa, os resultados foram os seguintes:


  • 18% estão no começo do processo, ou seja, não sabem nada sobre o assunto e querem saber mais.

  • 38% se consideram super engajados, já estudam, trabalham e aplicam a sustentabilidade na sua vida e no seu trabalho.

  • 45% estão despertando agora e buscando mais conhecimento sobre o assunto.


Como uma boa ariana, prometo conduzir esse assunto de forma leve e envolvente, evitando afastar pessoas com discursos agressivos. Minha experiência com debates sobre sustentabilidade muitas vezes me fez sentir que o discurso era vazio, especialmente no contexto da moda. No entanto, percebi que a sustentabilidade tem impacto direto na nossa saúde e finanças. E sobre isso falarei mais sobre a minha experiência ao longo das nossas conversas.


Entendendo que ao adotar práticas sustentáveis no nosso consumo, estamos contribuindo para o bem-estar do planeta e consequentemente nosso e da nossa família. 


Para os 18% que não sabem sobre o assunto, é importante entender o conceito de sustentabilidade. Sustentabilidade é um conjunto de ideias, estratégias e atitudes ecologicamente corretas, economicamente viáveis, socialmente justas e culturalmente diversas, que visam garantir a sobrevivência dos recursos naturais do planeta enquanto permitem soluções ecológicas de desenvolvimento.


Na moda, a sustentabilidade pode ser aplicada de várias formas:


  • Prolongando a vida útil das roupas.

  • Escolhendo materiais ecológicos.

  • Comprando de empresas que não utilizam mão de obra escrava.


Para os designers, criadores e demais áreas da moda, isso inclui:


  • Escolha consciente de matérias-primas.

  • Design atemporal para que as roupas durem mais de uma estação.

  • Qualidade na modelagem e costura.

  • Tingimentos seguros.

  • Uso de mão-de-obra local.


Agora contando brevemente sobre a minha experiência, já que comecei a me preocupar com essas questões mais por conta do minimalismo, que estudo desde 2006 e que venho aos poucos aplicando na minha vida, pois como mencionei anteriormente a abordagem sustentável que vem sendo trabalhada na moda não me pegava. Muitas vezes é uma estratégia de marketing maquiada para vender mais.


Já por outro lado, quando comecei a eliminar o excesso da minha vida, seja por objetos ou compras desnecessárias, comecei a priorizar menos itens porém de melhor qualidade e aos poucos fui trazendo o conceito para as roupas e para a minha forma de consumo. 


Eu entendo que parte do meu amadurecimento e conscientização foi porque pude experimentar o consumo de itens diversos e ver que é uma espécie de "buraco sem fundo", onde nunca será o suficiente. Felizmente ainda cedo pude entender o que estava por trás dos meus desejos de compras, as emoções por trás de cada necessidade que eu criava. Sobre esse tema deixo uma matéria da revista Veja com uma entrevista do filósofo Gilles Lipovestky, onde ele fala sobre o consumo em mercados emergentes, como o Brasil: link da matéria.


Claro que trabalhar com moda e marketing me ajudou a entender como é criada essa necessidade de possuir algo, como se aquele objeto ou roupa trouxesse toda a atmosfera de vida que almejamos. E enquanto escrevo isso sei que ainda sou alvo da indústria, gosto de determinadas marcas que me fazem sonhar com o lifestyle que almejo, porém eu consigo transitar de forma saudável, ou seja, quando resolvo comprar algo não comprometo minhas finanças criando dívidas e não me sinto culpada após a compra, por exemplo. 


E esse viés que eu trouxe aqui, do ponto de vista financeiro e minimalista é o que penso que pode ser a porta de entrada para os 45% que votaram na enquete. 


Neste contexto está a escolha consciente dos materiais que colocaremos no nosso corpo, das cores que escolhemos para representar nossa essência através da roupa e da modelagem e estilo que nos representará e ajudará a criar ou manter a nossa imagem única. 


Assim como não vivemos de fast food (ou melhor, espero que você não viva!), onde as escolhas do que colocamos no nosso prato é consciente, assim deve ser o que colocamos nos nossos roupeiros e sobre a nossa pele. E tudo isso é sobre sustentabilidade. 


Estou animada em poder abordar esse tema e espero que possamos continuar essa conversa lá no meu perfil do instagram! 


Um beijo e até o próximo post!


1 commentaire


Lendo seu texto me trouxe a memória afetiva de um legado deixado por meu pai.

Homem simples do campo, sem qualquer conhecimento acadêmico de sustentabilidade, deixou- nós uma herança de valoração do excelente em detrimento do descartável.

Hoje , esses princípios se tornaram estilo de vida geracional.

Esta é razão por cujo motivo me encanto e admiro o seu trabalho.


Adelma José dos Santos Menezes

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